segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

oi, olá

No tocante a livros, uma edição bonitinha de O Grande Gatsby, do Fitzgerald, foi a minha última aquisição. Comprei-o no último domingo, um dia extremamente chuvoso, moroso e melancólico – aquela melancolia inerente a esses dias ditos festivos.

Hoje, além da falta que me faz umas boas horas dormidas, o que sinto são dores por todo o corpo, especialmente nos ombros, por ter me esforçado além da conta num jogo de peteca sob um sol de fim de tarde (suficiente para me fazer ficar com uma espécie de rouge no rosto etc.).

Se vocês me perguntarem acerca do meu Natal eu vou dizer que, num balanço geral, foi tudo bem, obrigado. Mesas fartas, agrados à exaustão, festas intermináveis, casa cheia de parentes, essas coisas. Acrescente-se à cena: comidas não tão boas assim (em alguns lugares por que passei), presentes no mínimo estranhos e convidados, uma parte deles, intragáveis. O que também não deixa de ser um bocado usual.

Por certo que o número de vezes que a atividade conjugal foi posta em prática nestes dias ociosos não me foi suficiente, contudo sigo bem.

Motorista de ônibus que se veste de Noel deveria ganhar um bom acréscimo salarial para compensar o ridículo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

merry christmas

Desde esta manhã que estou a procurar uma fotografia de uma guria qualquer bonita, apetitosa e vestida de Noel para postar aqui e vos desejar um feliz Natal, mas não encontrei nada que me apetecesse. Acho que estou um tanto seletivo hoje. Que seja. Feliz Natal, então. Boas festas, essas coisas. Divirtam-se. A minha mochila já está que não se agüenta com o peso das garrafas. E ah, por favor, mandem às favas a desgraçada da moderação.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

niemeyer

Causará a morte tanta celeuma quanto causa um centenário?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

"Uma conversa é uma cerimônia de desperdício de si mesmo"

Há um novo link aí ao lado intitulado Shared Itens. Só cliquem se forem impudicos o bastante. Au revoir.

the decemberists

Vejo as ruas abarrotadas de gente atrapalhada nestas vésperas de Natal e fico feliz por a minha rotina em nada ter se alterado; sinto até uma espécie de comiseração por essas pessoas; imagine, andar durante todo o dia sob sol lancinante à procura de presentes baratinhos? Olha, isso não me apetece em nada, digo francamente. Não que eu não vá presentear ninguém, mas minha lista é pequena; não que eu não possa presentear toda a família, amigos, porteiro do prédio etc., é que isso não me apraz, isso não faz o meu gênero. O palácio da sabedoria que me perdoe, mas neste ponto prefiro não me exceder.

E sou um sujeito de sorte, além de tudo. Andava por esses dias mesmo muito desmotivado a sair para comprar some gifts e, então, minha pequena, numa atitude que julguei extremamente gentil, nobre até, perguntou-me se eu gostaria que ela os comprasse por mim. Sem que esboçasse qualquer resistência, aceitei de pronto a idéia porque, é bem sabido, as mulheres têm mais jeito para essas coisas, ou talvez não deva dizer jeito, mas tato, além de elas serem muito mais pacientes e bem dispostas. Claro que estou me referindo ao tipo de presente mais usual: roupas, brinquedos para as crianças, sapatos, cd’s e outros souvenirs. No tocante a livros, eu mesmo prefiro comprá-los porque não quero presentear e tampouco ser presenteado com, sei lá, Markus Zusak.

E bastante assertivo este texto do senhor Lourenço; quanto às reclamações das pessoas em vista da perda do significado original do Natal, faço só um adendo: quem se lamenta, o faz por puro hábito, ou, no muito, por ouvirem outros a fazerem o mesmo. Dizer “oh, o Natal já é mais o mesmo” é querer, de maneira hipócrita, se integrar a um grupo conservador de pessoas que se reuniam em torno de uma mesa, com toda a família, para uma confraternização religiosa. Trata-se, no fim, de um lamento oco: é chorar pela perda de um costume que a maioria dos reclamantes jamais possuiu.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

o Ed e o irmão do Ed


err

Não me sinto mais muito à vontade para falar de livros assim profundamente; faço-o en passant porque depois, quando calhar, eu nego tudo que havia dito sem qualquer problema.

liberdades individuais

Pedro Sette Câmara e cia. no blogue do OrdemLivre.org.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

blogues

Bitaites: eleito, sei lá por quem, mas também não interessa, o melhor blogue português do ano.

taquicardia


uns contos

Quatro contos de Holland Rogers. Agradecimentos a: Bibliotecário de Babel e Livros de Areia.

nota



Quem quiser fazer pose de douto que se apresente como voluntário a efígie.

Memory Of A Free Festival

"The Sun Machine is Coming Down, and We're Gonna Have a Party"

Eram uns tempos deliciosamente nebulosos aqueles em que eu adormecia a ouvir David Bowie no tocador de discos.

esclarecimento

Só para deixar claro que este blogue nada tem a ver com aquele livro intitulado Bartleby e Cia, que, diga-se, eu nunca li.

e.t.

Há um senhor a quem morro de vontade de dizer algo como: “inda hoje me lembro de, no início dos 90, em tempos natalícios, ter visto pela primeira vez, em sua casa, o E. T. do Spielberg”. Mas tenho vergonha.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

at home

Estava ali deitado e resolvi escrever algo. Estou em casa agora, o que configura um fato extraordinário; dificilmente escrevo de casa porque vivo ocupado com atividades externas, como o trabalho (que me tem aborrecido indizivelmente) e os estudos (que não aborrecem, contudo me cansam). Deixei o escritório ao meio-dia, fiz uma última prova (Ética: coisa que se deve ensinar e aprender em casa) e fui, como fazemos nós, homens urbanos, cortar o cabelo. Às 14h eu já estava por aqui. Tentei assistir a um filme, não fui capaz e cedi ao sono. Despertei há algumas horas, li um capítulo de Faulkner que peguei por aí, findei o Bataille e, ainda na cama, pensei em pegar num Hemingway. Não peguei. Fui à cozinha, comi algo, e saí à luz mórbida de fim de tarde; minha mãe mexia com suas plantas no jardim e fui até lá (o que é muito raro pois, em casa, eu mal deixo o quarto; interesso-me muito pouco pelo meu próprio patrimônio, e sou bastante avesso à luz natural); dei-lhe um abraço, perguntei o que ela fazia e ela mostrou-me, orgulhosa, o tamanho das hortaliças recém plantadas.

De volta ao quarto, dei-me conta de seu estado amarfanhado. É preciso pôr alguma ordem por aqui. Se minha pequena chega e encontra livros espalhados, cama desarrumada, roupas penduradas etc., posso vir a ser alvo da pior retaliação que uma mulher nos pode deferir às vésperas de um sábado.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

fait-divers

Este ano eu achei por bem permitir que as pessoas me fizessem gentilezas e, desta forma, acabei por – ora, vejam só – participar de um amigo secreto com a caterva da faculdade, o que para mim configura uma grande transformação no que diz respeito a, err, atividades sociais (ano passado, vocês não devem se lembrar, eu escrevi isso).

Esqueci a palavra para designar aquele que visa, antes de mais nada, a própria benesse, mas imaginem-na como legenda da minha fotografia nos autos. Pois bem: participei da brincadeira porque um dos princípios era que escolhêssemos o que gostaríamos de receber. Pus no papel algumas opções e, no fim, fui agraciado com uma edição de Recordações da Casa dos Mortos [Dostoiévski].

Outro dia aqui escrevi sobre a quase impossibilidade de encontrar o História do Olho, da Cosacnaify, cá em Belo Horizonte. Após várias pesquisas, seguidas de telefonemas, o encontrei. A despeito da capa, que é belíssima (Man Ray, La Prière – 1930), a literatura de Georges Bataille em si, pelo menos neste livro, não me tem agradado inteiramente, causando-me certo estranhamento. Não digo que seja ruim; é bom, em muitos trechos até mesmo estimulante, mas aconselho não comprar. Peguem emprestado; eu posso emprestar, se quiserem. Daqui até o Natal, interessa-me saber se alguém mais deseja presentear-me; em caso positivo, vamos lá, comprem-me aquele Luz em Agosto [William Faulkner].

Ainda na classe das gentilezas, ontem recebi, uma vez mais, a versão pdf da revista portuguesa Atlântico, que está bastante agradável. Dois brasileiros aparecem juntos por lá: Bruno Garschagen em entrevista a Reinaldo Azevedo (alou, Hermenauta). O que, a meu ver, soou engraçado. Por que não puseram um português para entrevistar o brasileiro? Carla Hilário Quevedo assina o texto Os Blogues do Ano, e dá a’O Jansenista o título de melhor blogue português de 2007. A minha dileta seção da revista continua a ser Deste Mundo e do Outro, com seus pequenos textos livres.

Além de sapatos, blusas, calças, gravatas, livros, chocolates, relógios, meias, vinhos, livros, entradas para teatros, aliança de noivado, mais livros etc., vejamos o que estes poucos dias ainda restantes deste ano me reservam. Para já, posso afirmar que o meu humor está melhor. Nota-se?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

"Liquidificador é de direita (Maquiavel: dividir para dominar)"

Estou com o João no que toca a um pequeníssimo detalhe neste texto do Antônio Prata: mostarda é mesmo de Direita.

também um homem sem qualidades...

Hoje mesmo conversávamos, eu e uma amiga, sobre os hábitos antiestéticos de um amigo em comum. Não digo que é preciso que o sujeito seja um modelo esteta, um dândi ou, como estão a dizer por aí, um metrossexual, mas é necessário um mínimo de bom senso. Primeiramente porque, ora, não se conquista uma mulher vestindo-se mal, usando umas blusas baratas por dentro de calças jeans surradas ao mesmo tempo em que se usa tênis (tênis!).

Como não poderia ser diferente, giram em torno do nome desse nosso amigo comentários um tanto quanto constrangedores. Alguns, ante o horror da cena, arriscam culpar a solteirice do moço pelas roupas destoantes. Falta de dinheiro não é, fato constatado. Um novo estilo? Tampouco. Minha tese é que o negócio não passa mesmo de falta de jeito. É comum. Aconselho algumas visitas à Ieda, ao The Sartorialist e ao Oficina de Estilo. Ou, sei lá, vá comprar o livro da Glória Kalil.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

livrinhos

Estava a folhear a revista Veja desta semana e parei para dar uma olhada na seção de livros (ficção) mais vendidos. Ei-los: 1) Harry Potter e as Relíquias da Morte, J. K. Rowling; 2) A Cidade do Sol, Khaled Hosseini; 3) A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak; 4) O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini; 5) A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón; 6) Elite da Tropa, Luiz Eduardo Soares e cia.; 7) A Conspiração Franciscana, John Sack; 8) O Guardião de Memórias, Kim Edwards ;9) Eu Sei que Vou te Amar, Arnaldo Jabor e 10) Los Angeles, Marian Keyes.

Claro, nada há que me tenha surpreendido: brasileiro só lê merda.

Spike, Julia

o pecado


segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

sobre tudo

Não se trata de apatia, é só exaustão.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

a arte da espera


Viver, parece-me, é a eterna arte da espera. Quando crianças, temos sobre nós despejados baldes de ansiedade; todos esperam que cresçamos logo, que tornemo-nos médicos, advogados, arquitetos (nunca jornalistas ou escritores) etc., e eis que crescemos e decepcionamos a todos. Adolescentes, usamos camisas com estampa de supostos revolucionários e não comemos Mc Donalds em boicote ao “sistema”; esperamos que o mundo seja igualitário e justo, que o filho do vizinho não tenha uma bicicleta melhor do que a nossa nunca mais. E então criamos blogues; queremos expor ao mundo a nossa indignada opinião; esperamos que todos se juntem à nossa causa. Mas eis o inesperado: descobrimos que, se quisermos ser aceitos no universo das idéias respeitáveis, se quisermos ocupar cadeiras à mesa da alta sociedade, se quisermos vestir fraques e compor o restrito clube witty, se quisermos citar Winston Churchill à guisa de demonstrar engajamento político com um quê intelectual, então, só então, percebemos que é preciso que sejamos Direita.

Esperamos, a partir de então, que todos esqueçam o nosso passado. Aquela camiseta com o rosto de um sujeito que não conhecíamos era coisa de adolescente. Entramos para a faculdade (Letras, Jornalismo, Filosofia etc.), mudamos a maneira de falar, de andar, de cumprimentar. Rir alto é uma grosseria, descobrimos; e melancolia é coisa de emo ou poeta provinciano. Por essa época, temos um desejo meio besta de tornarmo-nos dândis, que é aquele que está sempre no meio-termo emocional: nem muito alegre, tampouco triste; a pose é sempre de entediado, o que dá uma sensação de superioridade. E, sob os ares do aborrecimento, notamos que é preciso também criticar, com graça, a Direita – muitas vezes morna, quase sempre estéril.

Conservadores, passamos a nos interessar pela literatura do início do século XX para trás. Lemos todos os clássicos, fazemos deles a nossa bíblia. Aprendemos a sermos cínicos com Oscar Wilde e Evelyn Waugh, a sermos trágicos com Shakespeare. O enfado nos ensina Stendhal, Mencken nos dá aulas de crítica e insulto. Acreditamos que a única influência válida é a influência de gente morta, (devidamente apartados os defuntos cretinos).

Esperamos enriquecer. Passar os dias dormindo, só acordar de momento em momento para escrever alguma coisa. Ao trabalho dar o nome de hobby é o nosso sonho. Esperamos sair do país, não importa em que país estejamos. Esperamos nos casar com a mulher mais bonita e inteligente que se possa encontrar, e que ela seja branca e use rouge (que socialmente seja uma dama e, privadamente, uma impudica).

Tudo vivido e conquistado, escrevemos o nosso romance (que a foto de contracapa mostre um ser profundamente entediado, cuja personalidade seja facilmente percebida ao menor olhar). Quanto ao mais, o que resta é esperar pela benesse.

A vida muda, e vida é muda

Jeremias Stuart nunca dá gargalhada. Sempre muito sóbrio, sempre muito ponderado, Jeremias acorda cedo para trabalhar; após o banho, põe-se frente ao espelho retangular, penteia os cabelos muito lisos à escovinha, cumpre com rigor as atividades higiênicas e passa sobre os braços uma camada de protetor solar. Volta ao quarto, dá um telefonema: ele precisa recitar um trecho de um livro pornográfico francês para uma amiga que, na verdade, ele não conhece; uma amiga que, ele supõe, não fala. Stuart dá à própria voz um revestimento grave, porém natural, o que é bastante usual em se tratando de recitais pela manhã. A senhorita do outro lado da linha, após ter ouvido aquelas palavras que lhe tocam de alguma maneira indizível (ela não pode dizê-lo; é muito conservadora), põe fim à ligação, silenciosamente (sua respiração também não pode ser ouvida; talvez, Jeremias deduz, ela não respire). Stuart, tendo cumprido o dever matinal de excitar aquela alma ignota e irrequieta, põe alguns livros em sua pasta, confere, vê se não está a esquecer nada, borrifa um pouco de perfume à altura do pescoço e sai. O dia só está começando para Jeremias Stuart.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

egobrain

Sinto que algumas mudanças me irão acometer nesse novo ano, a começar por agora mesmo, momento em que o setor no qual trabalho encontra-se em estado terminal. Minha superiora imediata foi demitida, o que não nos deixa (a mim e à guria com quem divido a sala) muitas perspectivas. Algumas idéias nessas horas vêm à tona, é verdade; vejamos o que se pode fazer.

**

Outras mudanças, essas imprescindíveis, dizem respeito à renda financeira. Como é bem sabido, sou um senhor noivo, e ações que visem o casamento fazem-se, mais que necessárias, imperativas.

aí está o presidente


mandem-no calar

Um Lula fã de Raul Seixas já é demais.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

intenções

Sobreveio-me um ar de samaritano por esses dias. Envergonho-me até em dizê-lo porque, vocês sabem, tenho aquela reputação de cínico a manter e tal. Só não me venham dizer que é coisa do natal (o espírito natalino etc.), não é nada disso. É que estou a ficar velho, acho. Para os 40 falta pouco, só 15 anos, vão vendo. Mas eis o que eu queria dizer: cismei de mandar (impor uma irresistível influência) meus familiares próximos todos para a universidade. Tipo um vão estudar seus tontos. Porque, puxa vida, eu sou um sujeito preguiçoso à beça, mas estudar sempre foi um hábito (não digo sempre agradável porque, bom, a gente cansa às vezes) ou, antes, um vício. Mesmo antes da graduação, eu já andava com uns livrinhos de Hegel debaixo do braço. E nada disso acontece mais lá em casa. Tenho duas irmãs mais jovens que eu (23, 19) e, dia desses, quis que uma delas lesse alguma coisa; propus Salinger, que é leve, e ela recusou; fez cara de preguiça. A mais jovem até que se anima vez ou outra, por esses dias pegou um Fernando Sabino na estante. Tenho um primo que, para que ele leia alguma coisa, tenho quase que torturá-lo. Quando lhe empresto algum livro, tenho que lhe telefonar todos os dias para saber como vai a leitura; quase uma auditoria. Ele demora, em média, uns três meses para ler um livro (200, 300 páginas) fácil, como, sei lá, Arnaldo Jabor.

Quero esses três na universidade em 2008. É a minha meta. Já lhes inscrevi em vestibulares, em programas de bolsas, cursos etc. etc. Se não estudam por nobre vontade, fazem-no with a little help from your friends.

breves

Ao menos no que toca à faculdade, posso dizer que estou de férias. Ontem fiz uma última avaliação de Ciência Política, entreguei um trabalho de fotografia e, ahn, chega disso por ora.///

E minha pequena contou-me um episódio pitoresco: estava ela num ponto de ônibus, aqui na capital, vendo um senhor a vender balas numa caixinha de papelão. Num determinado instante, vendo que duas outras pessoas presentes no ponto carregavam caixas nas mãos, o senhor lhes cedeu, numa atitude gentil, duas sacolas. Os sujeitos, a fim de retribuir, retiraram cada um R$1 do bolso e ofereceram ao vendedor de balas, que de modo nenhum quis aceitar, como quem dissesse “estou aqui para trabalhar, não para esmolar”. Uma atitude nobre pode vir de onde menos se espera.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

eigenmacx

Aqui está ele (obrigado, Hermê).

Eu não me aborreço com planos para o futuro, mas com o futuro em si.

Nada convém mais que escrever reminiscências.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

atos discretos

Comprei por esses dias um desses aparelhos de celular que vêm com câmera fotográfica. “Se vais fotografar mulheres na rua, trates de apagar as fotografias o quanto antes a fim de evitar problemas de ordem passional”, diz a minha consciência e eu acato.

histoire de L'oeil

-- Jamais conheci alguém que fizesse isso por um livro - disse-me ela após ouvir que atravessei, ontem, a cidade para comprar História do Olho, de Georges Bataille. Desde a sexta-feira passada tenho procurado pelo livro aqui em Belo Horizonte; não optei logo pela Internet porque eu tinha pressa. Ontem, numa última tentativa, apanhei na estante um catálogo telefônico e, com a página "livrarias" aberta sobre o colo, liguei para cada uma, na ordem, até que, passados dois quartos de hora, obtive êxito: havia um exemplar numa livraria do BH Shopping, que fica no lado da cidade totalmente oposto ao que eu moro. Pedi à moça que o reservasse pra mim, e lá fui buscá-lo. Uma verdadeira odisséia para, então, ler o autor narrar o orgasmo de um sujeito ao ver uma amiga sentando, nua sob o vestido, sobre um prato de leite – “os pratos foram feitos para a gente sentar”.

a ler

o pornógrafo