quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

cinco dias

A fonética do “foda-se” é muito melhor que a do “caralho”, principalmente aquele “fô” inicial. Não há nada mais irritante do que a abreviatura (muito comum na escrita dos jovens de hoje) da-se (ou dasse). Não sei se julgam que parecem “bem educados” por omitirem a sílaba tónica, mas quem tira o “fô” ao “foda-se” tira-lhe tudo. É um “foda-se” que broxou. Nem sequer é um coito interrompido: a foda nem começou. A alternativa fónix, tão do agrado de Luís Nazaré, é um bocadinho melhor, mas não há nada que chegue a um fooooooda-se, com o “ô” bem prolongado. Ou então um “que se foda”. Este último é o mais indicado para a pronúncia brasileira: quissifoda! Lindo, não é? Na foda, como na língua portuguesa, os brasileiros têm sempre razão. Bom Carnaval para todos. Fodam muito e em segurança.

Daqui.

o pornógrafo